PARA EVITAR QUE AS CRISES DE BIRRA OCORRAM, LEMBRE-SE :
A – A criança com autismo pode não generalizar uma regra. Talvez ela se comporte em casa mas não na escola, ou ao contrário. Pode aprender a se comportar numa situação, num determinado ambiente, mas para se comportar num outro ambiente, vai ter que aprender
novamente. Cada vez é a primeira vez. É preciso sempre lembrá-la de como deve se comportar.
B – Quando a criança fica sem ter o que fazer, podem ocorrer os movimentos de auto-estimulação ( que também os ajudam a lidar com uma situação nova ). Nestas ocasiões você pode oferecer a ela algo que seja mais interessante. Mas a família deve procurar preencher o tempo da criança de maneira sistemática ( usar figuras sobre a rotina diária pode ajudar).
C – Situações novas ou inesperadas também causam ansiedade. . Prepare sempre o seu filho para o que vai acontecer. Ele vai ficar mais calmo. Se você usar figuras, vai ser mais fácil ele entender, principalmente se ele perceber que depois de uma situação difícil (ida ao médico ou a o dentista, por exemplo), ele vai poder descansar ou fazer algo que gosta.
D – Criticar , provocar, insistir que uma recusa da criança é “bobagem”, é contra-produtivo e piora as coisas. Respeite os limites do seu filho. Lembre-se de que você pode estar forçando limites de tolerância sensoriais ou emocionais. Ele pode, sim, se acostumar a algumas situações que a princípio são difíceis para ele, mas para isso precisará de tempo e paciência.
CASO AS CRISES OCORRAM :
Seu filho não sabe o que fazer para “voltar” ( lembra-se que ele perdeu o controle?) nem o que fazer para se corrigir.
Ele precisa que você não perca o controle!
Ajude-o falando baixo, com voz suave e calma, repetindo uma palavra que ele entenda, cantarolando uma música que ele goste, ou descrevendo seu lugar predileto.
Se ele estiver, por exemplo, batendo a cabeça contra a parede, diga “parado” e repita várias vezes com voz tranqüila, ajudando-o , gentilmente, a parar o movimento (apenas se ele é uma criança que aceita bem ser tocado). Se ele estiver gritando, diga “calado” ou “feche a boca”. Se estiver batendo em alguém ou nele mesmo, você pode dizer “mãos prá baixo”.
Você ainda pode ajudar falando das coisas que ele gosta de fazer, por exemplo, “balanço” ou “praia” . Músicas também ajudam. Mas não esqueça de falar devagar, baixo e manter sua tranqüilidade. Com o tempo, você vai ver que ele vai fazer isso sozinho.
Outra opção é dar a ele um ritmo. Se ele às vezes usa um movimento repetitivo qualquer para se acalmar, você pode tentar tocar levemente em seu ombro, em toques repetitivos e ritmados. O ritmo conhecido é seguro e calmante.
Lembre-se que o seu filho não entende porquê você fica “zangado” e, se for tratado com agressividade, REFLETIRÁ (como num espelho) essa atitude. Ele percebe melhor as emoções do que as palavras ou ações dos outros. Quanto mais você “zangar’ com ele, mais seu comportamento se tornará difícil. Portanto, é importante amá-lo quando falar com ele.
Finalmente : As crianças com autismo são antes de tudo ... crianças! E haverá momentos em que estarão tendo comportamentos característicos da idade ou do seu temperamento. Nestes momentos o “velho” castigo funciona bem, desde que a criança entenda o que está acontecendo. Se não, será inútil. Cabe então aos pais analisarem cada situação (em caso de dúvida, volte ao ítem 1).
VALE A PENA SER LIDO - Abaixo, trechos extraídos e traduzidos do livro “Somebody Somewhere” de autoria de Donna Williams (autista, formação universitária) que ilustram e explicam os transtornos causados pelo distúrbio sensorial, o que ela mesma chama de “inferno sensorial”:
“Dentro do meu armário escuro, os tecidos balançavam na minha frente. A segurança da minha querida escuridão. Ali, o bombardeamento das luzes e das cores berrantes, os movimentos e o blá-blá-blá , o barulho imprevisível e o toque incontrolável das pessoas, não existiam.
Ali era um mundo seguro, onde as coisas estariam sob controle até que eu tivesse me acalmado o suficiente para pensar ou sentir algo. Eu tocava o tecido na minha frente, corria minha mão sobre a superfície sedosa dos sapatos de couro aos meus pés. Eu os pegava e passava no meu rosto. Ali, não havia a última gota que me levaria da sobrecarga ao fechamento.”
“ A menininha gritava e se balançava , com os braços prá cima tampando os ouvidos para manter os ruídos distantes, e com os olhos cruzados para bloquear o bombardeamento dos ruídos visuais. Eu olhava aquelas pessoas e desejava que soubessem o significado de inferno sensorial.”
“Ela prendeu a respiração, começou a ranger os dentes ritmicamente, endureceu como uma rocha, e continuou tentando bater nela própria, mesmo tendo as mãos seguras para baixo.
“Ela tem outra coisa prá comer?” perguntei. “Ela trouxe sanduiche”, disse a auxiliar, “mas não sabe comer sozinha”. “Posso ajudar?” perguntei.
Ficaram agradecidas. As funcionárias se ocuparam das outras crianças ao redor da mesa. Eu sentei num banco ao lado de Jody. O sanduiche dela estava embrulhado em plástico, na sua frente.
Comecei a cantarolar gentilmente. A melodia era curta, rítmica e hipnótica. Eu a repeti muitas e muitas vezes. Jody , junto a mim, fixava o nada. Ela prendia a respiração, se balançava e rangia os dentes.
Permaneci cantarolando até que ela parou de ranger os dentes. Eu continuei, repetindo a melodia muitas e muitas vezes. Comecei a tocar levemente em seu ombro, acompanhando o ritmo da música, que não mudava, sempre contínuo e previsível. Jody parou de se agredir.
As mãos dela estavam agora livres e Jody podia usá-las. Alcançou o sanduiche, rasgou a embalagem e enfiou a cara nele. Jody talvez não fosse muito elegante para comer, mas ao menos estava independente e pode se alimentar sozinha.”
...........................................................
“Donna, venha dizer oi ao Eric”, disse minha mãe.
Instantaneamente, um fogo me consumiu e minha cabeça foi em direção ao estômago de Eric, enquanto meus pés corriam a toda velocidade a seu encontro . Eu era um trem a vapor de treze anos . Ele saiu da frente no último instante para evitar a cabeçada. Minha cabeça bateu na parede e eu vi estrelas antes de apagar.
“Ela é maluca” explicou minha mãe pela enésima vez.
Eu não podia evitar. Eu havia sentido emoções.”
......................................................
“Eu estava exausta de ter minha atenção vagando por todos os objetos luminosos ou coloridos, seguindo todos os padrões e formas, e a vibração do som ressoando nas paredes.
Eu costumava amar tudo isso. Era o que me salvava e me afastava do mundo incompreensível, quando eu já havia desistido de encontrar o sentido de tudo. Meus sentidos então, paravam de me torturar e diminuíam de sobrecarregados para um nível divertido, seguro e hipnoticamente hiper. Este era o lado bonito do autismo. Este era o santuário da prisão.”
..........................................................
“Eu sentei sobre o meu tapete vermelho, meus braços a minha volta, e esperei pelo impacto. Após vinte e seis anos aprendi que não era a morte que se avizinhava, mas emoções.
Qual? Qual? gritava um impulso mudo dentro de mim. Se ao menos eu pudesse nomear esses monstros , ligá-los aos lugares e rostos de onde eles tinham vindo, eu me libertaria.
O monstro estava de volta.
...
Toda vez era como se fosse para sempre, um ticket só de ida para o inferno. Não havia lembranças de que sempre havia um retorno.
...
Meu corpo tremia como um terremoto, meus dentes se chocavam como o som de uma datilógrafa atacando as teclas de uma máquina de escrever. Cada músculo tão tenso como se fossem espremer toda a vida de dentro de mim. E relaxavam apenas para que eu fosse atacada muitas e muitas vezes por um maremoto. Um grito subiu até minha garganta mas foi estrangulado e explodiu num grito silencioso, interno. Respire, vinha o pensamento a cada intervalo. Eu respirava profundamente, ritmicamente. Eu estava escapando.
FONTE:http://maoamigaong.trix.net/problemascomport.htm
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
BIRRAS, CRISES, MANHAS...SOU AUTISTA
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Vânia Mara
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AUTISTAS LIDANDO COM SENTIMENTOS E EMOÇÕES
Ajudando a Criança a Lidar com a Perda e o Luto
Dificilmente atingimos a vida adulta sem atravessarmos a dolorosa experiência de não termos mais ao nosso lado alguém que fez parte da nossa vida compartilhando nossas emoções e alegrias e que fazia parte de nossa rotina.
O desconforto e a perturbação emocional são inevitáveis. A profunda dor que sentimos por essa perda pode persistir por toda uma vida.
A morte de uma criança ainda é mais trágica e traumática porque representa a perda de sonhos a respeito do futuro, de relacionamentos e de experiências que não puderam se concretizar e serem usufruídas.
Para quem lida com uma Vida Especial esse momento pode ser um pouco mais complicado. Pensar em como isso pode refletir em seu Pequeno Aspie durante sua primeira perda pode trazer inseguranças adicionais.
Perguntamos a nós mesmos sobre como falar sobre o assunto com a criança. Saber o que dizer e como dizer, não vem naturalmente. Principalmente quando o adulto já é foco de um turbilhão de emoções variadas.
É provável que a criança não demonstre muitas reações suficientemente discerníveis. Não significando, porém que não haja também uma tempestade de pensamentos e emoções conflitivas no pequeno coraçãozinho da criança. A diferença básica é na forma de externar tais sentimentos e emoções. Compreender o processo do inexistir pode levar muito tempo para ser processado, mesmo quando a perda é de um animalzinho de estimação.
ENTENDENDO O PROCESSO
A capacidade de compreender e processar tudo o que está acontecendo dependerá da idade e do desenvolvimento da criança, bem como do seu grau de comorbidades ou características autísticas tratadas ou não.
À medida que a criança se desenvolve, entender o implacável processo do ciclo da vida se torna um passo importante em seu crescimento pessoal. Perguntas sobre o que acontece na morte e sobre os conceitos relacionados sempre virão de alguma forma. No entanto, nesse caso, mesmo para os pequenos Aspies, essas perguntas não representam necessariamente dúvidas literais sobre o processo da inexistência em si, mas podem estar procurando formar seu próprio conceito sobre o significado da vida. Nesse processo, alguns pontos muito importantes devem ser considerados.
Se a criança ainda não se desenvolveu ao ponto de questionar o sentido da vida uma breve explicação literal sobre o processo do envelhecimento e dos cuidados bem equilibrados com a saúde e a segurança pessoal irão bastar para que a criança comece a voltar ao seu equilíbrio emocional. Evite falar sobre conceitos que não façam sentido para a criança. Se falar de uma maneira equilibrada e de modo que possa evitar maiores questionamentos existenciais, estará adiando de modo saudável tais questionamentos até que ela esteja mais preparada para lidar com essa questão delicada e contribuirá para reequilíbrio emocional mais eficiente.
Se a criança já possui um desenvolvimento mais apurado ou se já for um adolescente o processo incluir alguns cuidados especiais em vista dos sentimentos esperados, como as sensações de culpa, bem como inquietudes que poderão se somar aos sentimentos experimentados. Nesse momento é importante tentar ajudar a criança a entender que a vida tem sim um significado e não uma existência ilógica com um fim frustrante e sem sentido.
O mais importante, seja qual for a idade, é ajudar a criança a se expressar e partilhar seus conflitos e a não ficar acumulando dúvidas e sentimentos negativos.
LIDANDO COM EMOÇÕES ATÍPICAS
Em certos casos a criança pode não processar de modo convencional ou não conseguir “ler” seus próprios sentimentos negativos. Pode não chorar ou mesmo achar que não está se sentido triste. Explique que as sensações e os sentimentos variam de pessoa pra pessoa e que se não houve a construção de laços emocionais seus sentimentos ou a ausência deles não são necessariamente doentios e se a sensação de perda não parece tão dilacerante mostre que o próprio incômodo de não conseguir senti-los já é em si mesmo uma reação esperada e que basta esse sofrimento.
Em outros casos, reações não esperadas podem ocorrer. Procure não criticar nem repreender e demonstre entender se a criança começar a rir ou sorrir. Ela pode estar processando seus sentimentos de maneira descontrolada ou pode estar “viajando na própria mente” a fim de não entrar numa crise de ansiedade, pânico.
Tente não demonstrar tamanha surpresa com a “aparente” frieza até mesmo ao ponto da criança demonstrar interesse em saber sobre aspectos do processo fúnebre como o sepultamento, embalsamento, decomposição ou algo assim. Lembre-se que, para o Aspie, entender o processo pode trazê-lo mais para perto da realidade.
Mesmo que você não tenha as respostas, procure incentivar a criança a se expressar mesmo através de perguntas. Demonstrar que não temos algumas respostas e que não há uma maneira certa ou errada de reagir a algo que não devia acontecer pode ajuda-lo a não ficar mais perturbado do que possa suportar nessa hora tão difícil.
O QUE FAZER
Se for apropriado, incentive a criança a executar alguma tarefa específica durante o processo, como servir água ou algo assim. Isso ajudará a manter um foco em mente e ajudará a manter o equilíbrio.
Se a morte ocorreu devido a uma doença explique que o corpo da pessoa não estava mais funcionando e os médicos não poderia consertar.
Se alguém morre de repente, como em um acidente, você pode explicar o que aconteceu. Que por causa disso o corpo da pessoa parou de funcionar. Poderá explicar que "morrer" ou "morto" significa que o organismo parou de funcionar.
Se em alguma parte do processo achar que não tem condições emocionais de cuidar da criança, peça ajuda a um amigo de confiança.
Uma viagem ou passeio pode ser produtivo.
Fique atento para qualquer sinal de que as crianças precisam de ajuda lidar com uma perda. Se ocorrer mudanças muito acentuadas de comportamento, por exemplo, um jovem sociável e descontraído torna-se irritado, recluso ou extremamente ansioso, não deixe de procurar ajuda.
Explique como será o funeral. Explicar que o corpo da pessoa que morreu estará em um caixão, e que a pessoa não vai ser capaz de falar, ver ou ouvir.
Explique que os outros podem querer falar sobre a pessoa que morreu e que alguns poderão estar chorando.
Lembre-se de explicar qualquer possível alteração na aparência da pessoa.
O QUE NÃO FAZER
Não insista que a criança vá ou não vá ao local do funeral. Se for apropriado, talvez seja produtivo deixá-la tomar sua própria decisão sobre em que aspectos ela queira participar ou não.
Não se isole para chorar ou demonstrar uma reação emotiva. É importante que a criança entenda que toda reação nessa hora pode ser aceitável.
Não procure esconder as emoções. Ajudar a criança a lidar com as emoções é mais produtivo do que tentar protege-las de algo que fará parte de toda a sua vida.
Evite expressões que possam gerar perda de confiança ou equívocos para a criança. Dizer que a pessoa falecida esta dormindo ou descansando pode resultar em medo do sono.
As crianças mais jovens muitas vezes têm dificuldade em entender que todas as pessoas e coisas vivas morrem, e que isso é um final e que não vão voltar. Assim, mesmo depois de ter explicado isso, as crianças podem continuar a perguntar onde a pessoa amada está, ou quando a pessoa vai voltar. Por mais frustrante que isso pode ser, mantenha a calma e repita que a pessoa morreu e não pode voltar.
Observação: A criança Aspie que está tendo problemas sérios com a dor e a perda podem apresentar um ou mais dos seguintes sinais:
Agir de modo mais infantil por um período muito prolongado
Longo período de depressão com perda de interesse nas atividades cotidianas
Persistência em imitar a pessoa falecida
Incapacidade de dormir
Perda de apetite
Medo prolongado de estar sozinho
Recusa de ir à escola
Repetidas declarações de querer juntar-se a pessoa morta
Queda acentuada no desempenho escolar
Isolamento diferenciado além do habitual
Afastamento dos amigos
Se estes sinais persistem, a ajuda profissional pode ser necessária. Um profissional de saúde pode ajudar o jovem Aspie a aceitar a morte e ajudar os outros em ajudar-lhe através do processo de perda.
Dificilmente atingimos a vida adulta sem atravessarmos a dolorosa experiência de não termos mais ao nosso lado alguém que fez parte da nossa vida compartilhando nossas emoções e alegrias e que fazia parte de nossa rotina.
O desconforto e a perturbação emocional são inevitáveis. A profunda dor que sentimos por essa perda pode persistir por toda uma vida.
A morte de uma criança ainda é mais trágica e traumática porque representa a perda de sonhos a respeito do futuro, de relacionamentos e de experiências que não puderam se concretizar e serem usufruídas.
Para quem lida com uma Vida Especial esse momento pode ser um pouco mais complicado. Pensar em como isso pode refletir em seu Pequeno Aspie durante sua primeira perda pode trazer inseguranças adicionais.
Perguntamos a nós mesmos sobre como falar sobre o assunto com a criança. Saber o que dizer e como dizer, não vem naturalmente. Principalmente quando o adulto já é foco de um turbilhão de emoções variadas.
É provável que a criança não demonstre muitas reações suficientemente discerníveis. Não significando, porém que não haja também uma tempestade de pensamentos e emoções conflitivas no pequeno coraçãozinho da criança. A diferença básica é na forma de externar tais sentimentos e emoções. Compreender o processo do inexistir pode levar muito tempo para ser processado, mesmo quando a perda é de um animalzinho de estimação.
ENTENDENDO O PROCESSO
A capacidade de compreender e processar tudo o que está acontecendo dependerá da idade e do desenvolvimento da criança, bem como do seu grau de comorbidades ou características autísticas tratadas ou não.
À medida que a criança se desenvolve, entender o implacável processo do ciclo da vida se torna um passo importante em seu crescimento pessoal. Perguntas sobre o que acontece na morte e sobre os conceitos relacionados sempre virão de alguma forma. No entanto, nesse caso, mesmo para os pequenos Aspies, essas perguntas não representam necessariamente dúvidas literais sobre o processo da inexistência em si, mas podem estar procurando formar seu próprio conceito sobre o significado da vida. Nesse processo, alguns pontos muito importantes devem ser considerados.
Se a criança ainda não se desenvolveu ao ponto de questionar o sentido da vida uma breve explicação literal sobre o processo do envelhecimento e dos cuidados bem equilibrados com a saúde e a segurança pessoal irão bastar para que a criança comece a voltar ao seu equilíbrio emocional. Evite falar sobre conceitos que não façam sentido para a criança. Se falar de uma maneira equilibrada e de modo que possa evitar maiores questionamentos existenciais, estará adiando de modo saudável tais questionamentos até que ela esteja mais preparada para lidar com essa questão delicada e contribuirá para reequilíbrio emocional mais eficiente.
Se a criança já possui um desenvolvimento mais apurado ou se já for um adolescente o processo incluir alguns cuidados especiais em vista dos sentimentos esperados, como as sensações de culpa, bem como inquietudes que poderão se somar aos sentimentos experimentados. Nesse momento é importante tentar ajudar a criança a entender que a vida tem sim um significado e não uma existência ilógica com um fim frustrante e sem sentido.
O mais importante, seja qual for a idade, é ajudar a criança a se expressar e partilhar seus conflitos e a não ficar acumulando dúvidas e sentimentos negativos.
LIDANDO COM EMOÇÕES ATÍPICAS
Em certos casos a criança pode não processar de modo convencional ou não conseguir “ler” seus próprios sentimentos negativos. Pode não chorar ou mesmo achar que não está se sentido triste. Explique que as sensações e os sentimentos variam de pessoa pra pessoa e que se não houve a construção de laços emocionais seus sentimentos ou a ausência deles não são necessariamente doentios e se a sensação de perda não parece tão dilacerante mostre que o próprio incômodo de não conseguir senti-los já é em si mesmo uma reação esperada e que basta esse sofrimento.
Em outros casos, reações não esperadas podem ocorrer. Procure não criticar nem repreender e demonstre entender se a criança começar a rir ou sorrir. Ela pode estar processando seus sentimentos de maneira descontrolada ou pode estar “viajando na própria mente” a fim de não entrar numa crise de ansiedade, pânico.
Tente não demonstrar tamanha surpresa com a “aparente” frieza até mesmo ao ponto da criança demonstrar interesse em saber sobre aspectos do processo fúnebre como o sepultamento, embalsamento, decomposição ou algo assim. Lembre-se que, para o Aspie, entender o processo pode trazê-lo mais para perto da realidade.
Mesmo que você não tenha as respostas, procure incentivar a criança a se expressar mesmo através de perguntas. Demonstrar que não temos algumas respostas e que não há uma maneira certa ou errada de reagir a algo que não devia acontecer pode ajuda-lo a não ficar mais perturbado do que possa suportar nessa hora tão difícil.
O QUE FAZER
Se for apropriado, incentive a criança a executar alguma tarefa específica durante o processo, como servir água ou algo assim. Isso ajudará a manter um foco em mente e ajudará a manter o equilíbrio.
Se a morte ocorreu devido a uma doença explique que o corpo da pessoa não estava mais funcionando e os médicos não poderia consertar.
Se alguém morre de repente, como em um acidente, você pode explicar o que aconteceu. Que por causa disso o corpo da pessoa parou de funcionar. Poderá explicar que "morrer" ou "morto" significa que o organismo parou de funcionar.
Se em alguma parte do processo achar que não tem condições emocionais de cuidar da criança, peça ajuda a um amigo de confiança.
Uma viagem ou passeio pode ser produtivo.
Fique atento para qualquer sinal de que as crianças precisam de ajuda lidar com uma perda. Se ocorrer mudanças muito acentuadas de comportamento, por exemplo, um jovem sociável e descontraído torna-se irritado, recluso ou extremamente ansioso, não deixe de procurar ajuda.
Explique como será o funeral. Explicar que o corpo da pessoa que morreu estará em um caixão, e que a pessoa não vai ser capaz de falar, ver ou ouvir.
Explique que os outros podem querer falar sobre a pessoa que morreu e que alguns poderão estar chorando.
Lembre-se de explicar qualquer possível alteração na aparência da pessoa.
O QUE NÃO FAZER
Não insista que a criança vá ou não vá ao local do funeral. Se for apropriado, talvez seja produtivo deixá-la tomar sua própria decisão sobre em que aspectos ela queira participar ou não.
Não se isole para chorar ou demonstrar uma reação emotiva. É importante que a criança entenda que toda reação nessa hora pode ser aceitável.
Não procure esconder as emoções. Ajudar a criança a lidar com as emoções é mais produtivo do que tentar protege-las de algo que fará parte de toda a sua vida.
Evite expressões que possam gerar perda de confiança ou equívocos para a criança. Dizer que a pessoa falecida esta dormindo ou descansando pode resultar em medo do sono.
As crianças mais jovens muitas vezes têm dificuldade em entender que todas as pessoas e coisas vivas morrem, e que isso é um final e que não vão voltar. Assim, mesmo depois de ter explicado isso, as crianças podem continuar a perguntar onde a pessoa amada está, ou quando a pessoa vai voltar. Por mais frustrante que isso pode ser, mantenha a calma e repita que a pessoa morreu e não pode voltar.
Observação: A criança Aspie que está tendo problemas sérios com a dor e a perda podem apresentar um ou mais dos seguintes sinais:
Agir de modo mais infantil por um período muito prolongado
Longo período de depressão com perda de interesse nas atividades cotidianas
Persistência em imitar a pessoa falecida
Incapacidade de dormir
Perda de apetite
Medo prolongado de estar sozinho
Recusa de ir à escola
Repetidas declarações de querer juntar-se a pessoa morta
Queda acentuada no desempenho escolar
Isolamento diferenciado além do habitual
Afastamento dos amigos
Se estes sinais persistem, a ajuda profissional pode ser necessária. Um profissional de saúde pode ajudar o jovem Aspie a aceitar a morte e ajudar os outros em ajudar-lhe através do processo de perda.
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Vânia Mara
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SÍNDROME DE DOWN - MITO OU REALIDADE?
Porque o amor não conta cromossomos!
1. Síndrome de Down é doença.: Mito: A Síndrome de Down não é uma doença e não deve ser tratada como tal. É preciso olhar para as pessoas além da Síndrome de Down, pois as características individuais são inerentes a todos os seres humanos.
2. Síndrome de Down tem cura. Mito: A Síndrome de Down não é uma lesão ou doença crônica que através de intervenção cirúrgica, tratamento ou qualquer outro procedimento pode se modificar.
3. Pessoas com Síndrome de Down falam. Realidade: A Síndrome de Down não apresenta nenhuma barreira para acessar o código da linguagem, portanto todas as crianças, se não apresentarem outro comprometimento, podem falar.
4. As pessoas com Síndrome de Down apresentam atraso no desenvolvimento da linguagem. Realidade: Há um atraso no desenvolvimento da linguagem que pode ser observado ao longo da infância com surgimento das primeiras palavras, frases e na dificuldade articulatória para emitir alguns sons. Entretanto, não há regra para saber quando e como a criança falará, pois depende das características de cada indivíduo.
5. Pessoas com Síndrome de Down andam. Realidade: As crianças com Síndrome de Down andam, porém seu desenvolvimento motor apresenta um atraso em relação à maioria das crianças.
6. Pessoas com Síndrome de Down são agressivos. Mito: Não podemos generalizar as pessoas com Síndrome de Down, determinando certos comportamentos, pois essa afirmação pressupõe preconceito. Cada indivíduo tem suas características de acordo com sua família e ambiente em que vive.
7. Pessoas com Síndrome de Down são carinhosas. Mito: Grande parte da população acredita que todas as pessoas com Síndrome de Down são carinhosas. Isto se deve ao fato de associá-las às crianças, infantilizando-as e as mantendo em uma “eterna infância”.
8. Pessoas com Síndrome de Down têm a sexualidade mais aflorada. Mito: A sexualidade das pessoas com Síndrome de Down é igual à de todas as outras. Este mito se deve ao fato de que grande parte da população não considera sua sexualidade; desta forma acabam sendo reprimidos e não recebem orientação sexual apropriada, ocasionando comportamentos inadequados.
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AUTISMO - LIDANDO COM O COMPORTAMENTO EM CASA
Autismo: 3 passos para lidar com os problemas de comportamento
Problemas de comportamento em casa são um desafio para as famílias das crianças da casa . Toda criança tem problemas de comportamento em algum estágio de seu desenvolvimento, especialmente na infância e adolescência. Muitas vezes, as famílias não têm estratégias para lidar com o comportamento disruptivo de forma eficaz.
Geralmente os problemas de comportamento em crianças / como podem ser derivadas de :
• problemas emocionais.
• Imitação de padrões de comportamento que vêm de seus amigos, família ou ambiente social.
• Falta de consenso e consistência nos padrões educacionais dos pais.
• origem biológica .
Algumas das técnicas de modificação de comportamento mais utilizado são:
As famílias de crianças com o rosto / autismo problemas de comportamento diários em casa com uma desvantagem adicional , os problemas de comunicação de seus filhos / filhas. Muitos pais não podem fornecer uma solução para um comportamento mal-adaptativo , principalmente porque a sua origem desconhecida.
Conhecendo a causa ou origem de um problema de comportamento não é a solução , mas é uma parte essencial da solução . A origem , por conseguinte , determinar o tipo de estratégia de ou a técnica de usar .
Não há bom ou mau comportamento , mas que pode ser adequado ou inadequado , dependendo do contexto em que são feitas . Por exemplo pulando e correndo no mesmo lugar é um comportamento adequado , mas fazê-lo , enquanto se come é um comportamento inadequado .
Para resolver problemas de comportamento em casa é importante ser paciente e observador constante. Todo comportamento é modificável , é claro, dizer que não é uma tarefa fácil , mas é possível se você seguir estas três etapas.
Problemas de comportamento em casa são um desafio para as famílias das crianças da casa . Toda criança tem problemas de comportamento em algum estágio de seu desenvolvimento, especialmente na infância e adolescência. Muitas vezes, as famílias não têm estratégias para lidar com o comportamento disruptivo de forma eficaz.
Geralmente os problemas de comportamento em crianças / como podem ser derivadas de :
• problemas emocionais.
• Imitação de padrões de comportamento que vêm de seus amigos, família ou ambiente social.
• Falta de consenso e consistência nos padrões educacionais dos pais.
• origem biológica .
Algumas das técnicas de modificação de comportamento mais utilizado são:
As famílias de crianças com o rosto / autismo problemas de comportamento diários em casa com uma desvantagem adicional , os problemas de comunicação de seus filhos / filhas. Muitos pais não podem fornecer uma solução para um comportamento mal-adaptativo , principalmente porque a sua origem desconhecida.
Conhecendo a causa ou origem de um problema de comportamento não é a solução , mas é uma parte essencial da solução . A origem , por conseguinte , determinar o tipo de estratégia de ou a técnica de usar .
Não há bom ou mau comportamento , mas que pode ser adequado ou inadequado , dependendo do contexto em que são feitas . Por exemplo pulando e correndo no mesmo lugar é um comportamento adequado , mas fazê-lo , enquanto se come é um comportamento inadequado .
Para resolver problemas de comportamento em casa é importante ser paciente e observador constante. Todo comportamento é modificável , é claro, dizer que não é uma tarefa fácil , mas é possível se você seguir estas três etapas.
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
DELICIOSA RECEITINHA...
LASANHA DE PÃO DE FORMA
Ingredientes:
1 pacote de pão de forma
1 lata de creme de leite
1 cebola
3 dentes de alho
1/2 kg de queijo mussarela
1/2 kg de presunto
Modo de Preparo:
Em uma panela refoque a cebola e o alho logo em seguida coloquem a lata de creme de leite, deixe no fogo até levantar a primeira fervura, apague o fogo e reserve.
Para montar é só retirar a casca do pão de forma e colocando uma camada de cada.
Leve ao forno por alguns minutos antes de servir, retirando assim que o queijo estiver derretido.
Hummm...bom d+++
Ingredientes:
1 pacote de pão de forma
1 lata de creme de leite
1 cebola
3 dentes de alho
1/2 kg de queijo mussarela
1/2 kg de presunto
Modo de Preparo:
Em uma panela refoque a cebola e o alho logo em seguida coloquem a lata de creme de leite, deixe no fogo até levantar a primeira fervura, apague o fogo e reserve.
Para montar é só retirar a casca do pão de forma e colocando uma camada de cada.
Leve ao forno por alguns minutos antes de servir, retirando assim que o queijo estiver derretido.
Hummm...bom d+++
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