quinta-feira, 27 de março de 2014

UM SHOW DE RECEITINHA

LASANHA DE PÃO DE FORMA 

Ingredientes:
1 pacote de pão de forma
1 lata de creme de leite
1 cebola
3 dentes de alho
1/2 kg de queijo mussarela
1/2 kg de presunto
1 molho de tomate

Modo de Preparo:
Em uma panela refoque com molho de tomate, cebola e o alho logo em seguida coloquem a lata de creme de leite, deixe no fogo até levantar a primeira fervura, apague o fogo e reserve.
Para montar é só retirar a casca do pão de forma e colocando uma camada de cada.
Leve ao forno por alguns minutos antes de servir, retirando assim que o queijo estiver derretido.


HORA E A VEZ DA RECEITINHA -


Pão Recheado 

Massa:

1 kg de farinha de trigo
2 copos de leite morno
1 copo de óleo
1 colher de sopa de fermento p/ pão
Sal a gosto
Recheio:
250g de presunto
250g de mussarela
Massa de tomate
Requeijão
Orégano


Modo de Preparo:


Junte o leite morno, o óleo o fermento e o sal em uma vasilha e um pouco de farinha
Vá acrescentando mais farinha, misturando sempre a massa com as mãos para sentir o ponto
Acrescente farinha e misture até a massa ficar consistente e soltar das mãos e da vasilha
Deixe descansar por 15 minutos
Divida a massa, e abra uma das partes em uma superfície limpa e seca, com as mãos ou com um rolo
Espalhe uma camada de massa de tomate, cubra com presunto e depois a mussarela
Espalhe uma camada de requeijão e salpique o orégano
Dobre as beiradas da massa e enrole como se fosse um rocambole
faça o mesmo com a outra parte da massa
Leve ao forno pré-aquecido por cerca de 20 minutos
Os dois pães servem aproximadamente 8 pessoas

quarta-feira, 19 de março de 2014

ALIMENTAÇÃO DA CRIANÇA COM PARALISIA CEREBRAL -

Alimentação das crianças com PC

- As crianças com PC apresentam disfagia, regurgitação freqüente, tosse e sufocamento durante a alimentação, vômitos, refluxo gastroesofágico, aspiração, hipertonicidade da língua (e sua lateralização) e disfunção oral-motora. Com essa dificuldade do pequeno para se alimentar, o que os pais devem fazer para que o filho não fique anêmico ou desnutrido, prejudicando o crescimento? Como alimentar uma criança nessas condições? É preciso que haja uma suplementação nutricional?

Há vários tipos de Paralisia Cerebral, a criança pode apresentar desde um distúbio motor isolado em um membro até um quadro de tetraplegia. A melhor forma de alimentar a criança vai depender do seu grau de desenvolvimento motor. Considerando as crianças que apresentam hipotonia na região do pescoço e tronco, é fundamental que sejam alimentadas na postura sentada e que sejam deitadas com cabeceira elevada  pelo menos 30 minutos após as refeições, para minimizar o risco de regurgitações, com conseqüentes engasgos e aspirações.  O aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida é o ideal: além de ser nutricionalmente completo para a fase e constituir a primeira vacina que o bebê recebe, serve como um estimulante do desenvolvimento neuromotor, pois a criança interage mais com a mãe do que quando a mamada é artificial e exercita sua musculatura orofacial.  As refeições devem ser fracionadas em volumes menores e ofertas mais frequentes, pastosas e preferencialmente amassadas com garfinho, evitando peneira e liquidificador, para que os movimentos de mastigação sejam estimulados. As sopinhas devem ser concentradas, com aproveitamento da água do cozimento para a papinha, pois assim garantimos que mesmo em um pequeno volume a criança receba quantidades adequadas de nutrientes.

Algumas crianças necessitam de suporte nutricional complementar, com suplementos orientados por nutricionistas. No geral, há desaceleração de peso e estatura em relação às crianças de mesma idade e sexo, pois  a integridade do cérebro é importante para um adequado crescimento e desenvolvimento. É importante que as crianças sejam acompanhadas periodicamente com avaliação individualizada de peso e estatura.

Em casos onde o suporte nutricional pela via oral não é suficiente para manter a criança nutrida ou quando os episódios de refluxo e aspiração não são controlados de outra forma pondo em risco a vida da criança, precisamos indicar um procedimento chamado gastrostomia. O cirurgião pediátrico realiza uma abertura no estômago da criança, e introduzimos uma sonda para conduzir a alimentação que pode ser artesanal, manipulada em casa pela família, ou através de suplementos. O trabalho com a fonoaudiologia e fisioterapia são fundamentais para a qualidade de vida da criança com Paralisia Cerebral

- Definida a forma, quais alimentos os pais devem introduzir na dieta dos pacientes com PC e quais devem ser evitados? Por que?

A criança deve ter dieta com alimentos que melhoram a motilidade gastrointestinal, para facilitar a evacuação e evitar alimentos que facilitam o refluxo gastroesofágico. Pneumonias por aspiração são freqüentes, e a fraqueza da musculatura abdominal dificulta a evacuação.

- Como a alimentação pode ajudar essas crianças nas dificuldades motoras? Alimentos à base de cálcio, por exemplo, são interessantes para fortalecer os ossos e evitar a osteoporose precoce? Como os pais podem fortabelecer a massa muscular dos filhos por meio da dieta?

Uma dieta contendo proteínas de origem animal (carne, frango, peixe, ovos) e/ou de origem vegetal (grãos), frutas, vegetais, gorduras não saturadas (azeite in natura) e carboidratos em proporções e quantidades adequadas, associada a estimulação física das crianças e com o uso de suplementos em casos selecionados traz benefícios a curto e longo prazo. Suplementos de cálcio são no geral desnecessários.

-  Cerca de 50% das crianças com paralisia cerebral tem problemas de visão. De que maneira a alimentação pode ajudá-la a combater esse problema?

Crianças com Paralisia Cerebral precisam de avaliação da visão e audição, e mais recentemente têm se indicado esse tipo de triagem para todas as crianças, independente da situação de seu nascimento . O padrão-ouro para minimizar complicações de audição e visão  é o diagnóstico e intervenção precoces, com o teste da orelhinha e o teste do olhinho. O uso de aparelhos auditivos ou implante coclear pode ser indicado, bem como o uso de lentes corretivas e até procedimentos cirúrgicos. A estimulação com profissionais, como fonoaudiólogos e terapêutas ocupacionais, quando acessíveis à família, deve ser sempre indicada. A postura da criança com auxílio de cadeira adaptada e órteses auxilia na sua interação com o ambiente; esses são os pontos mais importantes na abordagem dos problemas de visão e audição. Se a criança tiver uma boa alimentação, com vegetais ricos em vitamina A como a cenoura, a abóbora e o mamão e for estimulada, teremos um impacto positivo na questão visual.

ALIMENTOS QUE PODEM DESENCADEAR REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO:
Alimentos que contém xantinas, tais como café, chocolate, refrigerantes tipo cola e chás
Alimentos gordurosos
Leite: Nos casos de alergia ao leite, o refluxo pode ser secundário à alergia, quadro relativamente comum

ALIMENTOS CONTRA-INDICADOS NA DOENÇA CELÍACA:
E que devem ser evitados antes dos 7 meses de vida
Cereais ou Massas para mingaus
Aveia
Trigo – Pães, Macarrão, Biscoitos
Cevada e Centeio

ALIMENTOS QUE PODEM PIORAR A CONSTIPAÇÃO
Algumas frutas: Goiaba, Caju, Banana, Maçã
Alguns tubérculos: Batata, Cenoura
Leite de vaca, em alguns casos

ALIMENTAÇÃO DA CRIANÇA DOWN -

1- Por que a obesidade é tão comum entre esses pacientes e por que é importante evitá-la?

A principal causa da obesidade na criança com síndrome de Down é o desequilíbrio entre a quantidade de alimento ofertado à criança e o seu gasto energético. As crianças com síndrome de Down apresentam hipotonia, ou seja, são mais ‘molinhas’ e tendem a gastar menos energia que as outras crianças por ficarem mais tempo em inatividade. Algumas apresentam um atraso maior para a deambulação e muitas apresentam dificuldade para correr e outras atividades físicas, porém isso varia muito de criança para criança, tanto por características individuais como pela estimulação que recebe. Ademais, quando existe hipotireoidismo e isso não é diagnosticado, a criança pode ganhar peso rapidamente por desequilíbrio hormonal. A obesidade tem se tornado um dos nossos maiores problemas de saúde pública, por reduzir sua qualidade e expectativa de vida, estando relacionada a doenças crônico-degenerativas como diabetes, hipertensão arterial sistêmica e outras doenças cardiovasculares.

2 - O que os pais podem fazer de modo a controlar o sobrepeso dos filhos por meio da alimentação?

É indicado que a criança tenha uma dieta conforme suas necessidades, recebendo novos alimentos de maneira gradual com o seguimento do peso e da estatura com o pediatra, usando gráficos específicos para crianças com síndrome de Down. Nos dois primeiros ano de vida, a criança conhece novos sabores e adquire hábitos que pode levar para o resto de sua vida, portanto a qualidade e a variedade dos alimentos ofertados nessa fase é muito importante.

O estímulo ao aleitamento materno exclusivo é uma forma de prevenção da obesidade, além de todos os outros benefícios conhecidos do leite materno. O lactente apresenta um mecanismo regulador da quantidade de alimento que realmente necessita, então quando a família oferta alimentos ‘à força’, finda por estimular um consumo além do requerido. Manter uma ambiente domiciliar harmonioso e trabalhar uma relação saudável com o alimento são detalhes indispensáveis para uma boa educação alimentar, que deve ser realizada desde cedo, inclusive mudando hábitos de toda família.

Toda criança precisa de exercícios físicos para proporcionar seu desenvolvimento neuromotor e gerar o hábito da atividade física. Além dos exercícios proporcionados por fisioterapia, terapia ocupacional, natação terapêutica e outras intervenções, atividades familiares tanto domésticas quando ao ar livre geram excelentes resultados.

Muitos alimentos, classificados atualmente como funcionais, apresentam evidências de promoção da saúde, além da nutrição do nosso organismo. Tais alimentos têm mostrado vantagens como coadjuvantes na prevenção de algumas doenças, e é possível que estejam relacionados com nossa longevidade. Cada organismo responde de uma forma diferente, então uma combinação variada de alimentos e inclusão dos alimentos funcionais caracteriza uma ‘dieta funcional’ considerada atualmente a melhor escolha para quaisquer grupos populacionais.

3- Podemos apontar algum grupo de alimentos que deve ser evitado por quem tem essa síndrome?

Segundo Dr. Zan Mustacchi, o nabo e a folha verde de mostarda interferem com o metabolismo da tireóide, devendo ser evitados em pessoas com síndrome de Down. Há algumas evidências que mostram que a criança com síndrome de Down é mais predisposta a  hipercarotenemia, uma impregnação na pele pelo pigmento betacaroteno contido em vegetais e frutas amarelos, como o mamão, a cenoura e a abóbora. Sugerimos não evitar sistematicamente esses alimentos, e se houver coloração suspeita na pele denotando excesso do nutriente, evitar os alimentos até melhora, depois reintroduzi-los em menor proporção. Muitas crianças da população geral tem hipercarotenemia, tantas outras são diabéticas ou possuem constipação crônica e tantas outras são alérgicas ao leite ou intolerantes ao glúten, o que nos faz mostrar que a dieta melhor para a criança Down é a melhor para todo mundo, pois é rica em fibras, pobre em açúcar refinado e gordura saturada, variada e muito saudável. Restrições são prescritas caso a criança tenha um problema nutricional particular, tenha ela síndrome de Down ou não.

4 - Alguns pacientes podem ter problemas cardíacos. Neste sentido, como a alimentação pode jogar à favor dessas crianças? Quais alimentos funcionais são interessantes para elas e por quê?

Cerca de 40% das crianças com síndrome de Down apresentam alterações cardíacas. Algumas cardiopatias congênitas se acompanham de dificuldade para ganhar peso e nesses casos, além alimentação enriquecida com leite fortificado é necessário uma suplementação nutricional.

Na síndrome de Down existe um conjunto de anormalidades enzimáticas ainda não totalmente elucidado, e uma necessidade maior de ácido fólico e é possível que alimentos anti-oxidantes e funcionais tenham um papel importante na prevenção do envelhecimento precoce que caracteriza a síndrome.

5 - A constipação, o refluxo gastro-esofágico e a doença celíaca (má absorção do glúten) também são outros sintomas que os pequenos enfrentam. Quais alimentos são indicados para eles nestes casos?

Para melhorar a constipação precisamos de uma dieta rica em fibras, extraídas de alimentos como a linhaça, frutas como laranja, mamão, melancia, pera. O consumo de castanha de caju, castanha do pará e outras nozes costuma ser eficaz, além da aveia, do farelo e do germen de trigo. O consumo de frutas e vegetais além de uma adequada ingestão de líquidos contribuem para melhorar a função intestinal.

Como medida geral, devemos orientar a todos os bebês com síndrome de Down medidas posturais e dietéticas contra o refluxo gastroesofágico. Devem dormir com a cabeceira elevada. A alimentação não deve ser ofertada com a criança deitada ou dormindo, sempre com a cabeceira elevada e a criança só deve ser posta para dormir pelo menos 30 minutos após as refeições. Em muitos casos o leite de vaca aumenta o refluxo e indicamos uma fórmula alternativa de leite de soja. O espessamento do leite com aveia pode ser indicado, pois além de inibir o retorno do leite, ajuda no funcionamento dos intestinos. Para crianças maiores, alimentos como chocolate, alguns chás, café e refrigerantes com xantinas (tipo cola ou guaraná) podem aumentar os episódios de refluxo e devem ter seu consumo moderado ou desaconselhado.

A doença celíaca é mais comum nas crianças com síndrome de Down que na população geral, e ocorre nas pessoas que não toleram alimentos com glúten, resultando em atrofia no intestino delgado e má absorção de nutrientes.Se não houver um diagnóstico, a criança vai cursar com diarréia crônica, distensão abdominal, transtornos emocionais (irritabilidade) e desnutrição além de aumentar a chance de desenvolver doenças auto-imunes como diabetes insulino dependente e tireoidite.Orientamos não introduzir alimentos que contenham glúten nos 6 primeiros meses de vida e que sejam realizados testes periódicos para detecção precoce da doença.

6 - Algumas crianças têm infecções recorrentes nos ouvidos. A alimentação também pode atuar neste caso? Como?

As crianças com síndrome de Down possuem o conduto auditivo mais estreito, curto e retificado, facilitando o acúmulo de secreção no ouvido médio, além disso, os episódios de refluxo gastroesofágico com ou sem engasgos podem contribuir para os processos infecciosos  como a deficiência imunológica associada à síndrome.

A postura para alimentar a criança, sempre com a cabeceira elevada, pode prevenir episódios de otite, bem como a exclusão de alimentos relacionados à piora do refluxo e às alergias, caso a criança as apresente.

7 - Quais outros alimentos são indispensáveis na dieta do Down e por quê?

A deficiência de ácido fólico produz anemia megaloblástica. As crianças com síndrome de Down apresentam uma alteração no metabolismo do ácido fólico, com predisposição à deficiência do nutriente. Indicamos o estímulo do consumo de vegetais folhosos escuros, feijões, brócolis, germe de trigo e outros alimentos, como os peixes e sucos cítricos para prevenir sua deficiência.

ALIMENTAÇÃO DA CRIANÇA AUTISTA -

Falando sobre alimentação do autista 

1- As infecções intestinais também são bastante comuns entre esses pacientes. Por que isso acontece e quais alimentos os pais devem introduzir e retirar do prato da criança nestes casos? Vale apostar em pro-bióticos? Quais e por quê?

É reportado que existem alterações genéticas específicas em crianças autistas que determinam uma deficiência imunológica que reduz a resistência natural contra infecções intestinais e que crianças com autismo tenham intestino irritável com mais freqüência que a população geral. Os sintomas mais freqüentes são distensão abdominal, cólicas, náuseas e constipação alternada com diarréia. Os estudos com alimentos probióticos têm sido promissores e eles parecem atuar positivamente nesses casos, tanto devido à digestão mais rápida e eficaz com menor produção de gás como pela competição com a proliferação de bactérias e fungos relacionados aos sintomas descritos. O iogurte e os leitinhos fermentados, assim com outros alimentos enriquecidos com probióticos podem ser boas indicações para essas crianças.

2 -  O autista costuma ter dificuldades para dormir. A apnéia pode, de alguma maneira, ser controlada por meio da alimentação? Alguns alimentos ajudam a criança a dormir melhor? Por que?

Entre as orientações para aumentar a qualidade do sono da criança estão a postura para dormir, as roupas confortáveis e adequadas à temperatura do ambiente,  e a iluminação do quarto. Para melhorar a entrada de ar pelo nariz, a cabeceira elevada a 30 graus confere auxílio. Alimentos como leite achocolatado e café perto da hora de dormir podem causar irritabilidade e insônia, dependendo da sensibilidade de cada criança. O suco de maracujá e o suco de alface podem ser úteis para a insônia de algumas crianças, por terem em sua composição sedativos leves.

3 -  Por que o autista deve evitar alimentos à base de caseína, carboidratos e glúten? Como substituir esses alimentos na dieta da criança?

Há controvérsias sobre a indicação da dieta de exclusão de caseína, glúten e redução radical de carboidratos na dieta de crianças com Autismo, mas é reportado que algumas crianças melhoram do desconforto gastrointestinal e ficam mais tranquilas. Não se sabe ainda se a dieta tem efeito direto sobre o comportamento irritadiço de algumas crianças, ou se pelo fato dela reduzir a formação de gases e conseqüentemente reduzir a cólica e  outros desconfortos, a criança se tranquilize. Como a comunicação é comprometida, a forma da criança mostrar que está desconfortada é se tornando agressiva, ou seja, a exclusão dos alimentos mais fermentativos não teria uma ação cerebral e sim local.