skip to main |
skip to sidebar
Autoexame não deve ser único método preventivo, já que existem diferentes formas de manifestação da doença
O autoexame das mamas através do toque é a maneira mais popular e divulgada para detectar o câncer de mama, mas nem sempre a doença pode ser percebida somente com o apalpar dos seios. Existem diferentes formas de manifestação do tumor além do nódulo, podendo ser percebido também por uma espécie de buraquinho na mama, por manchas vermelhas, feridas no bico do peito ou mesmo por dores em outras partes do corpo.
“A retração da pele é uma característica em que o formato do seio muda e surgem pequenos buracos. O outro tipo, que causa vermelhidão, é muito agressivo e mais comum em mulheres mais jovens. Também é possível aparecer feridas, aumentar o tamanho da mama ou formar linfonodos nas axilas. Acontece ainda de mulheres se queixarem de dores nas costas e exames detectares que, na verdade, se trata de câncer de mama que passou por metástase e se espalhou pelo corpo”.
“O mais importante é não esperar por esses sintomas. Se for possível notá-los é sinal de que o câncer já está em um grau mais avançado. Se o toque identificar um caroço, ele já deve estar com seus dois ou três centímetros. O ideal é estar em dia com a mamografia de rastreamento, que pode dar um diagnóstico precoce e aumentar a probabilidade de cura”.
No Brasil, a indicação é de que as mulheres façam mamografia a partir dos 40 anos, salvo em casos em que haja histórico familiar, onde é indicado que inicie os exames com idade 10 anos inferior à da parente na data em que descobriu o tumor. A mamografia deve ser realizada anualmente e, por indicação do Ministério da Saúde, até os 69 anos. “Essa é uma indicação para a saúde pública, mas do ponto de vista individual indicamos que seja feita até que a expectativa de vida da mulher esteja abaixo dos cinco anos. É possível saber devido à qualidade de vida, ao histórico de doenças da paciente e à idade média das mulheres da família”.
Toda atenção é necessária. Mesmo que esteja em dia com a mamografia, se notar qualquer alteração durante o ano é preciso procurar um médico. Além disso, o conselho é não ter medo de descobrir a doença. “Não dá para ter medo. É preciso saber que a chance de cura do câncer é muito grande na maioria dos casos e, para que isso possa acontecer, é preciso descobrir cedo. Conheça seu corpo e a qualquer mudança, consulte o seu médico.
CÂNCER DE MAMA
Mamografia – anualmente após os 40 anos.
Exame clínico das mamas – a partir dos 20 anos como parte do atendimento médico integral da mulher.
Autoexame – mensalmente, de sete a dez dias após o início da menstruação, quando as mamas estão menos sensíveis. Para as mulheres que não menstruam mais, deve-se escolher um dia no mês.
Ultrassonografia – é indicada em casos específicos como exame complementar, particularmente em mulheres jovens, à procura de cistos ou nódulos ou, ainda, para diferenciá-los. Também permite orientar procedimentos como punções e biopsias.
Dicas de hábitos de vida saudáveis
Tenha uma dieta alimentar saudável, com variedade de frutas, legumes e verduras. Diminua o consumo de produtos que tenham gordura animal.
Faça um prato bem colorido. Pratique atividades físicas. Pelo menos quatro a cinco horas semanais, em intensidade leve ou moderada, desde que não exista contraindicação.
A obesidade é uma doença relacionada principalmente aos maus hábitos alimentares e ao sedentarismo. O excesso de peso aumenta os riscos de desenvolvimento de tumores no organismo.
Evite o consumo de cigarro e bebidas alcoólicas. Não faça uso de hormônios e anticoncepcionais sem o devido acompanhamento médico.
Biópsia é a remoção de uma pequena quantidade de tecido para avaliação anatomopatológica da presença ou não de câncer.
Os principais tipos de biópsias para diagnóstico do câncer de mama são:
A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) consiste na remoção de uma amostra de células do tecido mamário alterado, para exame. A PAAF é um procedimento rápido e pode ser realizado com anestésico local, embora normalmente não seja necessário. Na PAAF é utilizada uma agulha de calibre de 20/21G acoplada a uma seringa para aspiração. O posicionamento da agulha é comumente guiado por ultrassom. A coleta do material é realizada com movimentos de vai-e-vem da seringa. O procedimento descrito poderá ser repetido diversas vezes, até que se obtenha quantidade suficiente de material, que posteriormente será colocado em lâminas. O material obtido é submetido à análise citológica. Um pequeno curativo será colocado sobre a região puncionada.
Core Biopsy
A biópsia de fragmento com agulha (BFA) ou core biopsy consiste na retirada de fragmentos de tecido, com uma agulha de calibre um pouco mais grosso que da PAAF, acoplada a uma pistola especial. O posicionamento da agulha de biópsia poderá ser guiado por mamografia digital estereotáxica ou ultrassom.
O procedimento é realizado com anestesia local e geralmente se retiram vários fragmentos de alguns milímetros. Esse procedimento permite visualizar na tela do equipamento de imagem, em tempo real, a área a ser biopsiada, a agulha, e o seu trajeto até a região da alteração, além da quantidade de tecido que ainda deverá ser retirada. Após localização da área a ser biopsiada é feita assepsia da pele e, em seguida, o trajeto da agulha de biópsia será anestesiado. Posteriormente é feita uma pequena incisão na pele com bisturi, para facilitar a introdução da agulha de biópsia. Os fragmentos são obtidos por movimentos da agulha dentro da lesão, a cada incursão, a agulha será retirada e o fragmento colhido em um frasco. Esse procedimento é repetido várias vezes, até que se obtenha quantidade suficiente de tecido para análise.
Ao término do procedimento será feita a compressão local, a fim de evitar sangramento da área biopsiada e será feita a aproximação das bordas da incisão com um curativo compressivo. Este procedimento não necessita internação, a paciente deve retornar no dia seguinte para trocar o curativo.
Mamotomia
A mamotomia consiste na retirada de fragmentos de tecido, utilizando uma agulha mais grossa, que a core biopsy que por sua vez está acoplada a um sistema a vácuo. A agulha tem corte rotatório conectado à cânula que permite a sucção do tecido mamário. O procedimento pode ser guiado por ultrassom ou mamografia.
A grande vantagem dessa técnica dá-se pela melhor capacidade do estudo de microcalcificações, densidades assimétricas e distorções, somente caracterizadas pela mamografia e com elevado índice de erro na core biopsy. Outras vantagens da mamotomia incluem: inserção única da agulha com único disparo, colocação de clipe metálico marcador para abordagens futuras e melhor controle da região e obtenção de fragmentos contíguos com maiores dimensões da lesão, resultando em menor número de resultados subestimados.
Similar a core biopsy a área a ser biopsiada, a sonda de biópsia e o seu trajeto até a alteração, além da quantidade de tecido que ainda deverá ser retirada são localizados na tela do equipamento de imagem utilizado. Durante o procedimento a sonda permanece no mesmo local até a retirada da quantidade suficiente de material, que é colocado em um frasco com formol e encaminhada ao laboratório de patologia. Em alguns casos, antes da retirada da sonda do local da biópsia, pode ser colocado um clipe marcador, de titânio, que servirá de guia para uma eventual intervenção cirúrgica, ou simplesmente para orientar os futuros controles mamográficos.
Terminado o procedimento será feita a compressão da região a fim de evitar sangramento da área biopsiada, em seguida é feita aproximação das bordas da incisão com um curativo compressivo.
Embora o objetivo da mamotomia seja o diagnóstico, em parte dos casos, consegue-se a retirada total da lesão, porém isso não é necessário para que se obtenha o diagnóstico. Se a alteração for identificada como maligna, a precocidade do diagnóstico e a identificação do tipo de tumor pela mamotomia darão ao seu médico a oportunidade de adotar condutas, que podem incluir a cirurgia e outras formas de tratamento, com dados mais objetivos em mãos. Nestes casos, mesmo que toda a lesão tenha sido retirada na mamotomia, haverá a necessidade de se retirar uma quantidade maior de tecido, por meio de cirurgia.
Biópsia Cirúrgica
É um procedimento realizado no centro cirúrgico durante o ato cirúrgico e tem a grande vantagem de poder se fazer a biópsia por congelamento durante o procedimento o que permite dar ao cirurgião as margens de segurança. Se a margem ainda tiver doença o cirurgião avança um pouco mais e o congelamento se repete até que as margens cirúrgicas estejam livres de doença.
Pages
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
CÂNCER DE MAMA PODE NÃO SER PERCEBIDO APENAS COM O TOQUE -
Autoexame não deve ser único método preventivo, já que existem diferentes formas de manifestação da doença
O autoexame das mamas através do toque é a maneira mais popular e divulgada para detectar o câncer de mama, mas nem sempre a doença pode ser percebida somente com o apalpar dos seios. Existem diferentes formas de manifestação do tumor além do nódulo, podendo ser percebido também por uma espécie de buraquinho na mama, por manchas vermelhas, feridas no bico do peito ou mesmo por dores em outras partes do corpo.
“A retração da pele é uma característica em que o formato do seio muda e surgem pequenos buracos. O outro tipo, que causa vermelhidão, é muito agressivo e mais comum em mulheres mais jovens. Também é possível aparecer feridas, aumentar o tamanho da mama ou formar linfonodos nas axilas. Acontece ainda de mulheres se queixarem de dores nas costas e exames detectares que, na verdade, se trata de câncer de mama que passou por metástase e se espalhou pelo corpo”.
“O mais importante é não esperar por esses sintomas. Se for possível notá-los é sinal de que o câncer já está em um grau mais avançado. Se o toque identificar um caroço, ele já deve estar com seus dois ou três centímetros. O ideal é estar em dia com a mamografia de rastreamento, que pode dar um diagnóstico precoce e aumentar a probabilidade de cura”.
No Brasil, a indicação é de que as mulheres façam mamografia a partir dos 40 anos, salvo em casos em que haja histórico familiar, onde é indicado que inicie os exames com idade 10 anos inferior à da parente na data em que descobriu o tumor. A mamografia deve ser realizada anualmente e, por indicação do Ministério da Saúde, até os 69 anos. “Essa é uma indicação para a saúde pública, mas do ponto de vista individual indicamos que seja feita até que a expectativa de vida da mulher esteja abaixo dos cinco anos. É possível saber devido à qualidade de vida, ao histórico de doenças da paciente e à idade média das mulheres da família”.
Toda atenção é necessária. Mesmo que esteja em dia com a mamografia, se notar qualquer alteração durante o ano é preciso procurar um médico. Além disso, o conselho é não ter medo de descobrir a doença. “Não dá para ter medo. É preciso saber que a chance de cura do câncer é muito grande na maioria dos casos e, para que isso possa acontecer, é preciso descobrir cedo. Conheça seu corpo e a qualquer mudança, consulte o seu médico.
Postado por
Vânia Mara
às
16:51
0
comentários
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
SE TOQUE E NÃO DEIXE DE FAZER A "MAMOGRAFIA"
CÂNCER DE MAMA
Mamografia – anualmente após os 40 anos.
Exame clínico das mamas – a partir dos 20 anos como parte do atendimento médico integral da mulher.
Autoexame – mensalmente, de sete a dez dias após o início da menstruação, quando as mamas estão menos sensíveis. Para as mulheres que não menstruam mais, deve-se escolher um dia no mês.
Ultrassonografia – é indicada em casos específicos como exame complementar, particularmente em mulheres jovens, à procura de cistos ou nódulos ou, ainda, para diferenciá-los. Também permite orientar procedimentos como punções e biopsias.
Dicas de hábitos de vida saudáveis
Tenha uma dieta alimentar saudável, com variedade de frutas, legumes e verduras. Diminua o consumo de produtos que tenham gordura animal.
Faça um prato bem colorido. Pratique atividades físicas. Pelo menos quatro a cinco horas semanais, em intensidade leve ou moderada, desde que não exista contraindicação.
A obesidade é uma doença relacionada principalmente aos maus hábitos alimentares e ao sedentarismo. O excesso de peso aumenta os riscos de desenvolvimento de tumores no organismo.
Evite o consumo de cigarro e bebidas alcoólicas. Não faça uso de hormônios e anticoncepcionais sem o devido acompanhamento médico.
Postado por
Vânia Mara
às
16:47
0
comentários
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
TIPOS DE BIÓPSIA PARA DIAGNÓSTICO DE CÂNCER DE MAMA
Os principais tipos de biópsias para diagnóstico do câncer de mama são:
A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) consiste na remoção de uma amostra de células do tecido mamário alterado, para exame. A PAAF é um procedimento rápido e pode ser realizado com anestésico local, embora normalmente não seja necessário. Na PAAF é utilizada uma agulha de calibre de 20/21G acoplada a uma seringa para aspiração. O posicionamento da agulha é comumente guiado por ultrassom. A coleta do material é realizada com movimentos de vai-e-vem da seringa. O procedimento descrito poderá ser repetido diversas vezes, até que se obtenha quantidade suficiente de material, que posteriormente será colocado em lâminas. O material obtido é submetido à análise citológica. Um pequeno curativo será colocado sobre a região puncionada.
Core Biopsy
A biópsia de fragmento com agulha (BFA) ou core biopsy consiste na retirada de fragmentos de tecido, com uma agulha de calibre um pouco mais grosso que da PAAF, acoplada a uma pistola especial. O posicionamento da agulha de biópsia poderá ser guiado por mamografia digital estereotáxica ou ultrassom.
O procedimento é realizado com anestesia local e geralmente se retiram vários fragmentos de alguns milímetros. Esse procedimento permite visualizar na tela do equipamento de imagem, em tempo real, a área a ser biopsiada, a agulha, e o seu trajeto até a região da alteração, além da quantidade de tecido que ainda deverá ser retirada. Após localização da área a ser biopsiada é feita assepsia da pele e, em seguida, o trajeto da agulha de biópsia será anestesiado. Posteriormente é feita uma pequena incisão na pele com bisturi, para facilitar a introdução da agulha de biópsia. Os fragmentos são obtidos por movimentos da agulha dentro da lesão, a cada incursão, a agulha será retirada e o fragmento colhido em um frasco. Esse procedimento é repetido várias vezes, até que se obtenha quantidade suficiente de tecido para análise.
Ao término do procedimento será feita a compressão local, a fim de evitar sangramento da área biopsiada e será feita a aproximação das bordas da incisão com um curativo compressivo. Este procedimento não necessita internação, a paciente deve retornar no dia seguinte para trocar o curativo.
Mamotomia
A mamotomia consiste na retirada de fragmentos de tecido, utilizando uma agulha mais grossa, que a core biopsy que por sua vez está acoplada a um sistema a vácuo. A agulha tem corte rotatório conectado à cânula que permite a sucção do tecido mamário. O procedimento pode ser guiado por ultrassom ou mamografia.
A grande vantagem dessa técnica dá-se pela melhor capacidade do estudo de microcalcificações, densidades assimétricas e distorções, somente caracterizadas pela mamografia e com elevado índice de erro na core biopsy. Outras vantagens da mamotomia incluem: inserção única da agulha com único disparo, colocação de clipe metálico marcador para abordagens futuras e melhor controle da região e obtenção de fragmentos contíguos com maiores dimensões da lesão, resultando em menor número de resultados subestimados.
Similar a core biopsy a área a ser biopsiada, a sonda de biópsia e o seu trajeto até a alteração, além da quantidade de tecido que ainda deverá ser retirada são localizados na tela do equipamento de imagem utilizado. Durante o procedimento a sonda permanece no mesmo local até a retirada da quantidade suficiente de material, que é colocado em um frasco com formol e encaminhada ao laboratório de patologia. Em alguns casos, antes da retirada da sonda do local da biópsia, pode ser colocado um clipe marcador, de titânio, que servirá de guia para uma eventual intervenção cirúrgica, ou simplesmente para orientar os futuros controles mamográficos.
Terminado o procedimento será feita a compressão da região a fim de evitar sangramento da área biopsiada, em seguida é feita aproximação das bordas da incisão com um curativo compressivo.
Embora o objetivo da mamotomia seja o diagnóstico, em parte dos casos, consegue-se a retirada total da lesão, porém isso não é necessário para que se obtenha o diagnóstico. Se a alteração for identificada como maligna, a precocidade do diagnóstico e a identificação do tipo de tumor pela mamotomia darão ao seu médico a oportunidade de adotar condutas, que podem incluir a cirurgia e outras formas de tratamento, com dados mais objetivos em mãos. Nestes casos, mesmo que toda a lesão tenha sido retirada na mamotomia, haverá a necessidade de se retirar uma quantidade maior de tecido, por meio de cirurgia.
Biópsia Cirúrgica
É um procedimento realizado no centro cirúrgico durante o ato cirúrgico e tem a grande vantagem de poder se fazer a biópsia por congelamento durante o procedimento o que permite dar ao cirurgião as margens de segurança. Se a margem ainda tiver doença o cirurgião avança um pouco mais e o congelamento se repete até que as margens cirúrgicas estejam livres de doença.
Postado por
Vânia Mara
às
15:55
0
comentários
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
O CÂNCER DE MAMAS TAMBÉM PODE ATINGIR JOVENS -
O número de casos de câncer de mama em mulheres jovens aparentemente está crescendo em todo o mundo. Ainda não é possível identificar apenas uma causa para o aumento dos casos. No entanto, atualmente, pode-se falar em cura para os casos de câncer de mama detectados precocemente.
O início da puberdade marcado pelo desenvolvimento das mamas, quando associado a obesidade representa um fator de risco para o câncer de mama. Existe uma associação entre câncer de mama, idade precoce da menarca e maior índice de massa corporal e gordura corporal.
A cirurgia é uma das possíveis formas de
tratamento do câncer de mama .
Para a escolha do tipo de cirurgia leva-se
em consideração o tamanho e a localização
do tumor, a mamografia, o número de
nódulos na mama e os fatores que impeçam
a realização de radioterapia complementar,
assim como o adequado seguimento após a
cirurgia .
A indicação cirúrgica poderá ser a mastectomia,
que é a retirada total da mama ou a cirurgia conservadora, quando é
retirada parte da mama . Em alguns casos, também é necessário fazer a
retirada dos linfonodos (gânglios linfáticos) da axila, o que chamamos
de esvaziamento axilar .
Os linfonodos são órgãos do sistema linfático, que atuam na defesa
do nosso organismo contra infecções .
Após a cirurgia da mama com esvaziamento axilar, é necessário
tomar certos cuidados, principalmente com o braço do mesmo lado
da mama operada . Listamos nesta cartilha algumas orientações que
você deve seguir para controlar os efeitos colaterais da cirurgia e
proteger seu organismo contra infecções .
Postado por
Vânia Mara
às
15:51
0
comentários
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
OUTUBRO ROSA - CÂNCER DE MAMA
1 - O que causa o câncer de mama?
Na maioria dos casos de câncer de mama, não há uma causa específica. Há alguns fatores que estão associados ao aumento do risco de desenvolver a doença. A própria idade é um deles, pois a chance aumenta na medida em que se envelhece. Menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade (não ter filhos), primeiro filho em idade avançada, não amamentação e uso de terapia de reposição hormonal são fatores associados ao risco. Consumo excessivo de álcool, obesidade na pós-menopausa e sedentarismo também. Os fatores hereditários são responsáveis por menos de 10% dos cânceres de mama. O risco é maior quando os parentes acometidos são de primeiro grau (pai, mãe, irmãos, filhos).
2 - Atinge homens em que proporção?
O câncer de mama em homens é raro. Estima-se que, do total de casos da doença, apenas 0,8% a 1% ocorram em pessoas do sexo masculino.
3 - Existe algum sintoma além de caroço no seio?
A forma mais habitual é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor. Outros sinais e sintomas menos frequentes são edemas semelhantes à casca de laranja, irritação ou irregularidades na pele, dor, inversão ou descamação no mamilo e descarga papilar (saída de secreção pelo mamilo). Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.
4 - É sempre possível notar a doença por meio do toque nos seios?
Não, a patologia tem uma fase em que as lesões são do tipo não-palpáveis. Por isso, é importante a realização de exames de imagem na faixa etária de maior risco.
5 - Segundo o Inca, o autoexame não é estimulado como medida de detecção. Por quê?
Considerando as evidências atualmente disponíveis, não se pode recomendar ou fomentar o ensino do autoexame como método de rastreamento. Também não foi evidenciada diminuição da mortalidade por câncer de mama com o uso do autoexame. Entretanto, o Inca destaca a importância de que a mulher esteja atenta ao seu corpo e à saúde das mamas. A recomendação é que, diante da observação de qualquer alteração ou mudança nas mamas, busque imediatamente a avaliação de um médico.
6 - Prótese de silicone nos seios pode levar à doença?
Não há evidência científica de que exista associação entre implantes mamários de silicone e o risco de desenvolvimento de câncer de mama.
7 - Como é o tratamento de câncer de mama?
O tratamento é multidisciplinar, ou seja, deve incluir a opinião de vários especialistas médicos, como o mastologista, o radiologista, o oncologista clínico, o radioterapeuta, assim como enfermeira especializada, psicóloga, fisioterapeuta e assistente social. Habitualmente, o tratamento pede cirurgia e é complementado pela radioterapia e quimioterapia/hormonioterapia.
8 - Quais são as chances de cura de câncer de mama?
Quando diagnosticado precocemente, há até 95% de chance de cura. Por isso, é importante que toda mulher de 50 a 69 anos faça mamografia a cada dois anos.
9 - Quais alimentos ajudam a prevenir a doença?
Os de origem vegetal: frutas, legumes, verduras e leguminosas (como feijão, lentilha, grão-de-bico). Têm o poder de inibir a chegada de compostos cancerígenos às células e, ainda, consertar o DNA danificado quando a agressão já começou. Se a célula foi alterada e não foi possível consertar o DNA, alguns compostos promovem a morte delas, interrompendo a multiplicação desordenada.
A ideia de que determinado alimento é bom para tal tipo de câncer não se aplica. Tem de haver sinergismo entre os compostos, o que ajuda em todos os tipos da doença. Por isso, é importante variar a alimentação ao máximo. A recomendação é consumir, no mínimo, 400g por dia de vegetais, sendo 2/5 de frutas e 3/5 de legumes e verduras. Cada porção equivale a uma quantia que caiba na palma da sua mão, do produto picado ou inteiro, totalizando 80g.
10 - O que não se deve comer para ajudar na prevenção?
Entre os alimentos prejudiciais estão os embutidos, que apresentam grande quantidade de sal, nitritos e nitratos. Os conservantes em contato com o suco digestivo do estômago se transformam em compostos cancerígenos. Evite ao máximo comê-los, mas o ideal é que não sejam consumidos.
Limite carne vermelha a 50g semanais. A forma de preparo dos alimentos, especialmente das carnes (de qualquer tipo), pode influenciar. Os feitos na chapa ou fritos trazem malefícios, porque a exposição a altas temperaturas também atua na formação de compostos cancerígenos. Prefira levá-los ao forno ou usá-los em ensopados. Se quiser grelhar, opte pelo pré-cozimento. O churrasco também eleva os riscos. Além da temperatura alta, a fumaça do carvão tem dois componentes cancerígenos (alcatrão e hidrocarboneto policíclico aromático), que impregnam na refeição.
11 - Qual é a importância da amamentação?
Amamentar diminui entre 10% e 20% os riscos de a mãe ter a doença. Enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de esfoliação do tecido mamário por dentro. Assim, se houver células agredidas, são eliminadas e renovadas. Quando termina a lactação, várias células se autodestroem, entre elas algumas que poderiam ter lesões no material genético. Outro benefício é que as taxas do hormônio feminino estrogênio caem durante o período de aleitamento.
12 - Pílula anticoncepcional aumenta o risco da doença?
Existem estudos que demonstram fraca relação de causalidade entre pílula anticoncepcional e risco da doença, enquanto outros demonstram alguma relação.
Postado por
Vânia Mara
às
15:28
1 comentários
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook




